Vivien Theodore Thomas (29 de agosto de 1910 – 26 de novembro de 1985) foi um técnico cirúrgico americano que desenvolveu procedimentos usados para tratar a doença%20do%20coração%20azul (tetralogia de Fallot) na Johns Hopkins University na década de 1940. Ele trabalhou como assistente do cirurgião Alfred Blalock por mais de 30 anos. Apesar de não ter formação formal como médico, Thomas realizou pesquisas cirúrgicas pioneiras e treinou muitos dos cirurgiões mais proeminentes da América.
Thomas, um carpinteiro habilidoso, inicialmente esperava frequentar a faculdade de medicina, mas a Grande Depressão o impediu de realizar seus sonhos. Em 1930, ele conseguiu um emprego como zelador no laboratório de Alfred Blalock na Vanderbilt University. Blalock rapidamente reconheceu as habilidades de Thomas e o promoveu a seu assistente de laboratório.
Na Vanderbilt, Thomas ajudou Blalock em experimentos cirúrgicos com cães, desenvolvendo habilidades cirúrgicas excepcionais. Quando Blalock foi para Johns Hopkins em 1941, Thomas o acompanhou.
Em Hopkins, Blalock e Thomas trabalharam juntos para desenvolver uma cirurgia para corrigir a tetralogia%20de%20Fallot, uma condição congênita que privava os bebês de oxigênio suficiente no sangue, dando-lhes uma coloração azulada. Thomas desempenhou um papel crucial no desenvolvimento da cirurgia%20de%20Blalock-Taussig, praticando a técnica em cães no laboratório.
Em 1944, Blalock realizou a primeira cirurgia em humanos para corrigir a tetralogia de Fallot, com Thomas no seu lado orientando-o nos passos da cirurgia, que havia sido aperfeiçoada em laboratório. A cirurgia foi um sucesso, e Thomas continuou a trabalhar com Blalock em milhares de outras cirurgias de coração.
Apesar de seu trabalho crucial, Thomas enfrentou discriminação racial e barreiras na profissão médica devido à sua raça. Ele não foi creditado adequadamente por suas contribuições por muitos anos.
Somente após a morte de Blalock e um artigo de 1989 na Washingtonian é que o papel de Thomas começou a ser reconhecido publicamente. Em 1976, Thomas foi concedido um doutorado honorário em Direito da Johns Hopkins e nomeado instrutor de cirurgia. Em 2004, a Johns Hopkins começou a conceder bolsas de estudo em seu nome e, em 2005, a faculdade de medicina criou as "Sociedades Vivien T. Thomas" para promover o apoio e mentoria entre os estudantes de medicina.
A história de Vivien Thomas foi popularizada no filme da HBO de 2004, Something the Lord Made, estrelado por Mos Def como Thomas e Alan Rickman como Blalock. O filme ajudou a divulgar ainda mais o legado de Thomas e seu impacto na história da cirurgia%20cardíaca.
Ne Demek sitesindeki bilgiler kullanıcılar vasıtasıyla veya otomatik oluşturulmuştur. Buradaki bilgilerin doğru olduğu garanti edilmez. Düzeltilmesi gereken bilgi olduğunu düşünüyorsanız bizimle iletişime geçiniz. Her türlü görüş, destek ve önerileriniz için iletisim@nedemek.page